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Como precificar unidades em um lançamento imobiliário

Precificação de lançamento é arte e método. Veja como definir o preço base, a valorização por andar e posição, a curva por fase e a tabela viva que protege a margem.

Marco Andolfato··3 min de leitura
Como precificar unidades em um lançamento imobiliário

A tabela de vendas é onde a viabilidade encontra o mercado. Todo o trabalho de terreno, produto e marca se materializa em um número por unidade, e esse número decide a velocidade de vendas e a margem ao mesmo tempo. Precificar alto demais trava o giro e gera estoque; precificar baixo demais enterra VGV que não volta. A boa precificação é método com sensibilidade de mercado. Este guia mostra como construir a tabela do térreo à cobertura.

O preço base vem dos comparáveis

Tudo começa no preço base por m², e ele não nasce do desejo do incorporador. Nasce dos comparáveis transacionados, empreendimentos semelhantes na mesma região, no mesmo padrão, com atenção à diferença entre preço ofertado e preço efetivamente pago. Índices como o Secovi-SP e acompanhamentos de mercado ajudam a ancorar o ponto de partida antes de qualquer ajuste.

Valorização por andar

O mesmo apartamento vale mais quanto mais alto está. A valorização por andar, um percentual aplicado de forma composta sobre o andar anterior, traduz vista, ruído e exclusividade em preço. Em torres altas, a diferença entre o segundo e o último andar pode passar de 50% no preço por m². Calibrar essa curva é uma das decisões mais sensíveis da tabela.

Calculadora e planilha de precificação
O preço base ancora nos comparáveis; os fatores ajustam unidade a unidade. Foto: Mediamodifier / Unsplash

Posição, vista e tipologia

Além do andar, a tabela pondera fatores horizontais: posição solar (a face norte costuma valer mais), vista (frente, fundos, livre ou bloqueada), e a tipologia (a planta mais eficiente e desejada comanda prêmio). A cobertura recebe um ágio à parte, por ser produto único. Cada fator é um multiplicador que se aplica sobre o preço do andar, transformando uma grade de unidades em uma matriz de preços.

Fachada de edifício de alto padrão
Andar, posição, vista e tipologia compõem a matriz de preços. Foto: Aalo Lens / Unsplash

Ferramenta de apoio

Gere a tabela de vendas, do térreo à cobertura

O Gerador de Tabela de Vendas da TBO aplica a valorização por andar e o ágio de cobertura sobre o preço base e devolve o preço de cada unidade, o médio ponderado e o VGV. Abre direto no navegador.

Abrir o gerador de tabela

A curva de preços por fase

O preço não é estático ao longo do lançamento. No pré-lançamento, ele é mais baixo, recompensando quem compra cedo e ajudando a gerar a prova social das primeiras vendas. À medida que o estoque gira, o preço sobe em direção à tabela cheia. Essa curva por fase precisa estar planejada desde o início, e o preço médio ponderado do ciclo, e não o preço de pico, é o que deve alimentar a viabilidade e o cálculo do VGV.

Tabela viva e velocidade de vendas

A melhor tabela é viva: ajustada pela velocidade de vendas sobre oferta. Se a VSO está acima do previsto, há espaço para acelerar o aumento de preço; se está abaixo, o problema pode ser preço, produto ou comunicação, e a resposta nem sempre é desconto. Gerir a tabela em tempo real, com atribuição e leitura diária, faz parte da estratégia de lançamento.

Vista aérea de cidade
Tabela viva: o preço se ajusta pela velocidade de vendas, não por impulso. Foto: Jimmy Woo / Unsplash

Erros comuns na precificação

  • Ancorar o preço base no desejo, e não nos comparáveis transacionados.
  • Usar o preço de pico para calcular o VGV da viabilidade.
  • Curva de valorização por andar mal calibrada para a praça.
  • Tratar desconto como única alavanca quando a VSO cai.
  • Tabela estática, sem leitura diária e ajuste por fase.

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