6x1 + Cyrela 3T26 + bairros de Curitiba
Abrainc, CBIC e o Senado; Cyrela e Eztec; a torre de 406 metros da Lotisa; os bairros de Curitiba que mais subiram de preço
As 5 do blog nesta semana
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- Quanto custa render 3D imobiliário: o que move o preço
Quem lança empreendimento conhece o cronograma de obra contado em semanas de seis dias.
Mas a semana de 44 horas é mais nova do que parece. Ela nasceu na Constituição de 1988, que cortou as 48 horas fixadas pela CLT de 1943. Em 14 de outubro, o Senado mexeu nela de novo.
Uma pergunta: quantos trabalhadores a mais a construção civil vai precisar contratar com o fim da 6x1, segundo a CBIC?
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A resposta está no fim da edição.
Para hoje... o Senado acaba com a 6x1 e a conta chega primeiro ao canteiro; a Cyrela lança menos e a Eztec lança recorde; os bairros de Curitiba que mais subiram de preço; e mais.
Tempo de leitura: 6 minutos e 55 segundos
Quick takes
- 👀 PARA LER: quem vence a eleição pesa menos no imóvel do que o juro: o FipeZAP subiu 6,70% em 2014, caiu 0,21% em 2018 e subiu 6,16% em 2022, lembra Daniel Claudino no Portas.
- 🔍 PARA DESCOBRIR: no segundo trimestre, a faixa de R$ 2 milhões a R$ 4 milhões foi 71% das vendas de alto padrão em 15 bairros de São Paulo, segundo a Bossa Nova Sotheby's, via o Valor.
- 📈 PARA SE IMPRESSIONAR: a Lotisa vai erguer em Balneário Camboriú uma torre de 406 metros e 114 pavimentos, com um amortecedor de mais de 700 toneladas no topo, conta a Exame.
- 🎯 PARA VER: a busca por castelos e hotéis de atmosfera sombria cresceu 20% para 2027, segundo a Hoteis.com. Veja no Estadão.
O fim da 6x1 chega primeiro ao canteiro
Em 14 de outubro, o Senado aprovou em dois turnos, por 75 votos a 1, a PEC 221/2019: jornada máxima de 44 para 40 horas, dois dias de descanso por semana e salário igual, segundo a Agência Senado. O texto vai à promulgação; 60 dias depois dela a jornada cai para 42 horas, e 14 meses depois chega às 40, segundo o Portas.

A conta da obra
A CBIC calcula que a construção vai precisar de quase 300 mil trabalhadores a mais a partir de 2027. Contratá-los custaria R$ 13,5 bilhões por ano, 10% a mais na folha. Com hora extra, a folha de R$ 135,3 bilhões por ano subiria até 15%.
"Não há mão de obra disponível para suprir essa demanda de forma imediata", disse David Fratel, vice-presidente de política de relações trabalhistas da CBIC.
5,5% | alta estimada no preço do imóvel, segundo a Abrainc e a Ecconit
2,5 mi | famílias que perderiam acesso ao crédito, no juro de hoje
30 mil | unidades do Minha Casa, Minha Vida a menos por ano
O preço chega ao comprador

A conta da Abrainc, feita com a consultoria Ecconit, está no quadro acima. "As pessoas acham que vão ter um dia a mais, só que o lazer vai ficar mais caro também", disse Luiz França, presidente da entidade, à CNN Brasil.
==O lançamento vende antes de a obra existir, e a obra acaba de ficar mais cara e mais longa.== Preço de tabela e prazo de entrega são o que o comprador de médio padrão confere primeiro, e os dois mudaram em uma noite. Quem lança em 2027 vende mais cedo, mostra o produto inteiro antes da obra e abre a conta do preço.
PS: a reportagem do Portas traz a conta da obra e a do condomínio.
=== TOGETHER WITH TBO TWIN ===
A obra vai demorar mais. O stand não pode esperar
Se a entrega fica mais longe, a venda precisa acontecer antes. O TBO Twin põe no stand a galeria de imagens fotorrealistas em fullscreen e o Filtro de unidades, o espelho de vendas que o time comercial atualiza em tempo real. Roda sem internet, e a implementação leva cerca de 3 semanas até 15 apartamentos.

O lançamento deixa de ser apresentado. Ele passa a ser vivido.
Galeria fotorrealista, espelho de vendas e decorado imersivo em um único software, em real-time 3D e sem internet no stand. Planos a partir de R$ 2.497/mês por empreendimento.
A Cyrela lança menos, a Eztec lança recorde
A Cyrela divulgou em 13 de outubro a prévia do terceiro trimestre: lançou R$ 2,86 bilhões sem permutas, queda de 16%, e vendeu R$ 2,12 bilhões, queda de 14%, segundo a Reuters, via InfoMoney.

O detalhe está na mistura. No alto padrão, a empresa lançou R$ 1 bilhão contra R$ 2,22 bilhões um ano antes, e o Minha Casa, Minha Vida virou a maior parte do VGV lançado, R$ 1,26 bilhão. Foi ali que travou: a velocidade de vendas do programa caiu para 17%, contra cerca de 30% nos trimestres anteriores, "provavelmente refletindo restrições na Caixa Econômica Federal", escreveu o BTG.
A Eztec foi no sentido oposto: lançou R$ 726,5 milhões no trimestre, alta de 52,9%, e R$ 2,4 bilhões de janeiro a setembro, recorde da empresa no período, segundo o Investidor10.
The big picture. Uma lança menos e vende menos; a outra lança recorde e vende o mesmo. Nos dois casos o estoque cresce, e quem lança em 2027 disputa o comprador com o prédio pronto do vizinho.
Ainda sobre a Cyrela: o BTG manteve a compra, com preço-alvo de R$ 40 e dividendo projetado de 9,3%, segundo o EuQueroInvestir.
=== TOGETHER WITH TBO ===
Se a obra encarece, a correção da parcela vira a primeira conversa com o comprador. A Calculadora de Correção INCC/CUB mostra o que o índice fez com cada parcela. É gratuito, e o link chega no seu e-mail.
O que o INCC fez com a parcela?
A conta da correção pronta para a mesa de vendas, antes de a obra ficar mais cara.
Giro por outros highlights
- O Focus de 9 de outubro baixou a Selic do fim de 2026 para 13,25% e subiu o IPCA do ano para 5,22%.
- O FipeZAP de venda subiu 0,58% em setembro e 4,04% no ano; Curitiba acumula 0,36%.
- O FipeZAP de locação subiu 9,13% em 12 meses, contra IPCA de 4,58%; em Curitiba, 8,94%.
- Em Balneário Camboriú, a negociação leva 90 dias, contra 20 há dois anos, e o desconto chega a 15%, segundo a Felicità Imóveis.
Gráfico do dia

O preço médio anunciado em Curitiba subiu 8,7% em um ano, segundo a Loft, e 56 dos 62 bairros subiram. O São Lourenço subiu mais de três vezes a média.
O bairro que mais sobe não é o mais caro: o Batel tem o metro quadrado mais alto da lista e ficou fora dos 15 que mais valorizaram.
A localização dentro da cidade voltou a decidir o preço, e o lançamento que explica o bairro explica a tabela.
+28,2% | São Lourenço, o bairro que mais subiu
R$ 15.675 | o metro quadrado do Batel, o mais caro da lista
56 de 62 | bairros com alta no período
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Resposta da enquete: 288 mil trabalhadores a mais a partir de 2027, segundo a CBIC, via Portas e Metrópoles.
Até segunda-feira.
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