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BOM DIA

Paraná fora da capital: ponte, VGV e RMC

A ponte de R$ 400 milhões abriu, Paranaguá bate recorde, Londrina projeta 14%, e São José dos Pinhais sobe mais que a capital.

As 5 do blog nesta semana

  1. Guaratuba 2026: a ponte que abre um mercado de alto padrão
  2. 20 meses de estoque em SP. Por que o Paraná não para?
  3. Compactos na Região Metropolitana de Curitiba: o risco
  4. Mercado imobiliário de Curitiba: a virada dos compactos
  5. Curitiba 2026: o polo de luxo que dez anos de dados confirmam

Depois de 40 anos de espera, a ponte de Guaratuba abriu no início de maio: 1.244 metros, R$ 400 milhões, sem pedágio. Em abril, o blog escreveu que ela abriria um mercado. Um mês depois, ela abriu — e o mercado também.

Os números da cidade: 401 alvarás de construção em 2025 (três a cada dois dias), 40 prédios em obra agora, e o metro quadrado do alto padrão que dobrou desde 2023, de R$ 5 mil para R$ 10 a 20 mil no frente-mar novo.

E se a história imobiliária do Paraná neste ciclo não estiver na capital?

Para hoje: o litoral que dobrou de preço com a ponte; o interior que bate recorde de VGV; e a região metropolitana subindo mais que Curitiba no índice.


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O movimento é do estado

O pano de fundo é econômico. O PIB do Paraná chegou a R$ 765 bilhões em 2025, crescendo 22% acima da média nacional, com o agro avançando 13,1%. Paranaguá movimentou 73,5 milhões de toneladas, volume previsto para 2035, e roda R$ 6,8 bilhões em investimentos.

No censo, as cinco cidades que mais ganharam gente no estado: Fazenda Rio Grande, São José dos Pinhais, Cascavel, Londrina e Maringá. Nenhuma é a capital.

E a Plaenge, maior incorporadora do Sul, nasceu em Londrina: foi do interior para São Paulo e Santiago, com R$ 4,55 bilhões de VGV.

R$ 400 mi | a ponte de Guaratuba, aberta em maio após 40 anos de espera
R$ 3,3 bi | o VGV recorde de Londrina em 2024 (Sinduscon Norte-PR)
+10,56% | o m² de São José dos Pinhais em 12 meses; Curitiba: +4,19% (FipeZap, jul)


Peças da campanha de lançamento do Nura, com renders da torre e dos interiores
Lançamento na Zona Sul de Maringá: o interior já pede o mesmo padrão de campanha da capital. Nura. Case: TBO

Duas réguas, um cuidado

No litoral, o corretor fala em R$ 10 a 20 mil o metro no frente-mar novo; a avaliadora mede a média do mercado entre R$ 4,3 e 7,8 mil — e em Matinhos já enxerga correção seletiva depois da alta rápida. As duas réguas são verdadeiras. O que não dá é misturá-las: uma mede o lançamento certo, a outra mede tudo.

Quem lança fora da capital decide, antes do estande, em qual régua o produto vai ser lido. Ciclo rápido premia produto certo, e cobra caro o resto — é o mesmo padrão que o comparativo com São Paulo já mostrava.

Infraestrutura abre o mercado. Posicionamento decide quem aproveita.

Até a próxima.

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