Site de lançamento imobiliário: quanto custa e quanto dura
As faixas de preço que circulam na busca medem site institucional, não lançamento. No lançamento o item caro é o conteúdo que entra na página, e a variável esquecida é quanto tempo ela precisa viver.
- O que o mercado publica como preço de site — R$ 1.800 a R$ 18.000, conforme a matriz da Vicine de 17/09/2026 — é preço de site institucional. O site de um lançamento tem outro conteúdo, outro prazo e outra vida útil, e por isso não cabe nessa tabela.
- O item mais caro de um site de lançamento quase nunca é a página: é o acervo que entra nela, e esse acervo já foi orçado em outro contrato.
- Com 355.290 unidades em oferta ao fim do segundo trimestre, 8,2% mais que um ano antes (CBIC, 24/08/2026), a venda dura mais que a abertura. Orçar o site para a semana do lançamento é comprar prazo de validade curto.
Por que a tabela de preço que você acha na busca não serve
Procure "quanto custa site de lançamento imobiliário" e o Google devolve três coisas: portais de lançamento, que não vendem site nenhum; planos de CRM com site embutido, feitos para imobiliária e não para empreendimento; e artigos de agência sobre site institucional. Nenhum responde à pergunta que a incorporadora fez.
As faixas publicadas dão a medida do descompasso. A matriz de decisão da Vicine, de 17/09/2026, coloca uma one page entre R$ 1.800 e R$ 2.400, com 3 a 7 dias úteis de prazo; um site corporativo entre R$ 3.500 e R$ 6.500, em 15 a 25 dias; e uma plataforma sob medida de R$ 7.500 a R$ 18.000 ou mais, em 30 a 60 dias. Em 29/06/2026 o blog da ImobTotal abriu ainda mais o leque para site de imobiliária, de R$ 0 a mais de R$ 10 mil.
São faixas honestas para o que medem, e inúteis para um lançamento, porque todas precificam a construção de páginas. Num lançamento, a página é a parte barata.
A conta real: o que entra na página já tem dono e orçamento
Um site de empreendimento é, em conteúdo, a soma de entregas que vivem fora do contrato de site. O render das fachadas e dos ambientes. As plantas humanizadas, uma por tipologia. O key visual, o logotipo e a paleta. O texto de produto, escrito a partir do memorial para sustentar argumento de venda. A tabela de diferenciais, que depende do que o incorporador aceita publicar. Vídeo e tour, quando existem.
Quem orça site sem travar a data de chegada desse material vende prazo que não controla. A página fica pronta em sete dias, o acervo chega em trinta, e o lançamento abre com imagem provisória e planta em PDF. O custo aparece na conversão, não no orçamento.
A pergunta que resolve isso na concorrência é uma só: o preço inclui a produção do conteúdo ou pressupõe que ele chega pronto? As duas respostas são aceitáveis. O que não é aceitável é a proposta que não diz qual das duas.
Vale a mesma régua que usamos para falar de preço de tour virtual: o número só significa algo depois que escopo e prazo estão escritos.
A variável que ninguém orça: quanto tempo o site precisa viver
O segundo trimestre de 2026 teve 107.161 unidades lançadas no país, com Valor Geral de Lançamentos de R$ 62,4 bilhões, queda de 23,1% sobre o mesmo período de 2025, segundo os Indicadores Imobiliários Nacionais divulgados pela CBIC em 24/08/2026, levantamento da Brain Inteligência Estratégica. O número decisivo aqui é outro: a oferta final fechou o trimestre em 355.290 imóveis, 8,2% acima de um ano antes.
Lançam-se tantas unidades quanto antes, com VGL menor e estoque maior. No cronograma do marketing isso significa que a venda vai durar mais que a campanha de abertura. Um site orçado como peça de campanha — publica, roda a mídia, para — fica desatualizado no mês três e irrelevante no mês seis, justamente quando sobra o estoque que precisa de argumento.
Então o orçamento do site de lançamento tem duas linhas, não uma: a construção e a manutenção mensal, com responsável nomeado para atualizar tabela, disponibilidade, estágio da obra e acervo. Proposta sem a segunda linha não está mais barata. Está incompleta.
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Abrir calculadora →Domínio próprio para o empreendimento é quase sempre erro
O reflexo do mercado é comprar um domínio para cada lançamento. É compreensível — dá sensação de produto, cabe no outdoor, agrada o incorporador. E custa a autoridade de busca inteira.
Um domínio novo começa do zero em reputação, sem histórico, sem links e sem nada que um buscador ou um motor de resposta reconheça. Isso era caro quando o jogo era posição orgânica. Virou mais caro agora: segundo o estudo da SparkToro com dados da Similarweb, 68,01% das buscas no Google nos Estados Unidos entre janeiro e abril de 2026 terminaram sem clique para fora, contra 60,45% em 2024, e a fatia de cliques que chega a sites independentes caiu de 37,4% para cerca de 23% — números compilados pela Conversion em 15/06/2026. Rand Fishkin, da SparkToro, afirma no mesmo levantamento que os resumos gerados por IA, presentes em mais de 20% das buscas, derrubam o CTR em quase 60% quando aparecem.
É dado dos Estados Unidos, e o comportamento do buscador não espera fronteira para chegar. A leitura prática incomoda: a página do seu lançamento tem menos chance de ser clicada e mais chance de ser apenas citada — e quem o sistema cita é quem ele já reconhece. Um domínio recém-comprado não é ninguém, mecanismo que detalhamos em como aparecer no ChatGPT.
A alternativa custa menos e entrega mais: o lançamento mora como pasta no domínio da incorporadora e herda a autoridade acumulada, enquanto o nome bonito fica como registro que só redireciona para lá. O outdoor continua funcionando, e a busca passa a funcionar também.
A exceção legítima é contratual: operação em sociedade (SPE) cujos sócios não aceitam o ativo digital sob a marca de um deles. Aí o domínio separado se justifica, com o custo de autoridade assumido como premissa.
As sete perguntas para levar à concorrência
Peça as três propostas respondendo a estas sete, por escrito, antes de olhar o valor final:
- Conteúdo. O preço inclui produção de render, plantas, textos e key visual, ou pressupõe material pronto? Com que data de corte?
- Endereço. Vai viver sob o domínio da incorporadora ou em domínio próprio? Quem registra, quem paga a renovação e em nome de quem fica?
- Destino do lead. O formulário cai em qual CRM, por qual integração, em quanto tempo e com quais campos de origem? Com teste antes do ar.
- Dados. Quem é o controlador, onde ficam o aviso de privacidade e o registro de consentimento, e como se atende a um pedido de exclusão?
- Medição. O que fica instalado, quem recebe o relatório, com que periodicidade e qual o indicador combinado: visita, lead ou lead qualificado?
- Manutenção. Quanto custa o mês seguinte, o que ele inclui, qual o prazo para alterar a tabela e quem é a pessoa responsável?
- Saída. No fim do contrato, o que a incorporadora leva: domínio, código, arquivos de origem das imagens e base de leads? Em qual prazo?
A última separa fornecedor de parceiro, e quase nunca está respondida. Imagens e base que o contrato não endereça ficam com quem as guarda. A régua das imagens e da marca está em contrato de agência: quem é o dono; a dos dados, no checklist de LGPD na base de leads.
Perguntas frequentes
Afinal, quanto custa o site de um lançamento imobiliário?
Não existe faixa única honesta, porque o que varia de um lançamento para o outro é o conteúdo que entra na página e o tempo que ela precisa viver. Para calibrar: as faixas publicadas para sites sob medida vão de R$ 7.500 a R$ 18.000 ou mais, em 30 a 60 dias (Vicine, 17/09/2026). Num alto padrão com render, plantas, textos e key visual dentro do escopo, a conta é maior, e comparar propostas só faz sentido depois de igualar o que cada uma inclui.
Hotsite com domínio próprio ou pasta no site da incorporadora?
Pasta no domínio da incorporadora, na maioria dos casos, porque a página herda a autoridade de busca já construída em vez de começar do zero. O nome do empreendimento continua disponível como domínio de redirecionamento, pelo custo de um registro anual. A exceção legítima é a operação em sociedade cujo contrato não permite hospedar o ativo sob a marca de um dos sócios.
Dá para lançar com landing page em vez de site?
Dá, e para a abertura costuma ser a decisão certa: uma página de captação com oferta clara e formulário integrado ao CRM entrega mais lead por real investido do que um site de oito seções. O erro é tratá-la como estado final. Passados seis meses de venda, o comprador que chega depois pede plantas, estágio de obra e disponibilidade, e a landing da abertura não tem nada disso.
Próximo passo
Mande o escopo que a sua concorrência de site pediu e a TBO responde no WhatsApp o que falta nele antes de você comparar preço.
Falar com a TBO →Perguntas frequentes
Não existe faixa única honesta, porque o que varia de um lançamento para o outro é o conteúdo que entra na página e o tempo que ela precisa viver. Para calibrar: as faixas publicadas para sites sob medida vão de R$ 7.500 a R$ 18.000 ou mais, em 30 a 60 dias (Vicine, 17/09/2026). Num alto padrão com render, plantas, textos e key visual dentro do escopo, a conta é maior, e comparar propostas só faz sentido depois de igualar o que cada uma inclui.
Pasta no domínio da incorporadora, na maioria dos casos, porque a página herda a autoridade de busca já construída em vez de começar do zero. O nome do empreendimento continua disponível como domínio de redirecionamento, pelo custo de um registro anual. A exceção legítima é a operação em sociedade cujo contrato não permite hospedar o ativo sob a marca de um dos sócios.
Dá, e para a abertura costuma ser a decisão certa: uma página de captação com oferta clara e formulário integrado ao CRM entrega mais lead por real investido do que um site de oito seções. O erro é tratá-la como estado final. Passados seis meses de venda, o comprador que chega depois pede plantas, estágio de obra e disponibilidade, e a landing da abertura não tem nada disso.