Home office + estoque SP + Copom e Fed
Secovi-SP; Goldman Sachs; Bianca Setin; Copom; Fed; e o que tudo isso muda para quem lança fora do MCMV
As 5 do blog nesta semana
- Faixa 4 do Minha Casa Minha Vida: o teto que vira preço
- Mercado imobiliário de São Paulo: são dois mercados
- Quanto custa render 3D imobiliário: o que move o preço
- Apartamento com serviços: o investimento e a conta real
- Estoque de imóveis em São Paulo: o que muda em setembro
Esta é a primeira edição de sexta-feira, e ela é a versão curta: a semana concentrou a decisão do Copom, a do Fed e a pesquisa mensal do Secovi-SP.
Antes de começar, uma pergunta: de cada dez apartamentos lançados na cidade de São Paulo em julho, quantos estavam no Minha Casa Minha Vida?
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A resposta está no fim da edição.
Para hoje... o fim do home office muda onde o comprador quer morar; São Paulo bate recorde de imóveis novos à venda; a Setin explica por que parou de lançar no meio da tabela; e mais.
Tempo de leitura: 6 minutos e 44 segundos
Quick takes
- 👀 PARA LER: no Censo de 2022 eram 13,7 milhões de brasileiros morando sozinhos, quase o triplo de duas décadas antes, e o perfil surpreende: 47% tinham de 30 a 59 anos e 41% tinham 60 anos ou mais, na Exame.
- 🔍 PARA DESCOBRIR: a Abecip revisou a projeção de crédito imobiliário de 2026 de cerca de R$ 376 bilhões para R$ 411 bilhões, alta de 25% sobre 2025, mesmo com juro alto, segundo o Portas.
- 📈 PARA SE IMPRESSIONAR: o custo nacional da construção chegou a R$ 1.993,76 por metro quadrado em agosto, alta de 7,03% em 12 meses, com a mão de obra subindo 6,95% no ano, segundo o Sinapi, do IBGE.
- 🎯 PARA VER: a arquiteta Simara Mello eliminou uma das quatro suítes de um apartamento de 230 m² em Balneário Camboriú para ampliar a área social e abrir a vista para a Marina da Barra Sul. A Casa e Jardim mostrou.
O fim do home office está mudando onde o comprador quer morar
A capital paulista registrou 90.402 escrituras de compra e venda em 2025, recorde, 49,6% acima de 2020. No mesmo período, entre 2021 e 2025, as escrituras caíram 57% em Itupeva, 41% em Cotia, 36% em Indaiatuba e 31% em Atibaia, cidades que cresceram no auge do trabalho remoto. Os dados são do Colégio Notarial do Brasil em São Paulo, publicados pelo g1 nesta quinta-feira.

A distância voltou para a conta
Pesquisa da WeWork com a Offerwise mostra que 63% dos profissionais trabalham presencialmente e, para 79% deles, isso é decisão da empresa. O deslocamento é a principal desvantagem citada por 65%. Quem se mudou para longe voltou a pagar em trânsito o que economizou no metro quadrado.
Nem todo o interior recuou: Taboão da Serra liderou o crescimento do período, com alta de 73%, seguida por Bauru e Barueri. O vice-presidente do Colégio Notarial, Andrey Guimarães Duarte, evita a leitura fácil: queda de escrituras mostra menor intensidade nas transações depois de uma expansão excepcional, e não uma saída de moradores.
Para quem lança, muda o argumento. Tempo até o trabalho e acesso a transporte voltaram para a primeira página do material de venda, e o empreendimento longe do centro precisa de mais do que metragem para se explicar.
PS: o levantamento do g1 traz o ranking completo das cidades que perderam ritmo.
=== TOGETHER WITH TBO MARKETING ===
Quando o estoque demora um ano para escoar, a disputa é por atenção
Fora do Minha Casa Minha Vida, o estoque de São Paulo leva mais de um ano para escoar. Nesse ritmo, o que separa um lançamento do vizinho não é o anúncio a mais.
A TBO Marketing cuida da campanha e da geração de demanda do lançamento, do posicionamento ao funil do corretor.
O comprador certo existe. A mensagem é que precisa chegar até ele.
Campanha, geração de demanda e funil do corretor, do posicionamento ao lançamento.
São Paulo vendeu muito em julho, mas o produto que gira é outro
Em julho, 10.301 imóveis residenciais novos foram vendidos na cidade de São Paulo, alta de 67,4% sobre julho de 2025, com 8.354 lançamentos. O Minha Casa Minha Vida respondeu por 76% das vendas do mês e pela maior parte dos lançamentos, segundo a Pesquisa Mensal do Secovi-SP, divulgada em 15 de setembro.
Fora do programa o quadro é outro: o estoque leva 13 meses para escoar, contra 8 meses no econômico. Em relatório desta quinta-feira, o Goldman Sachs apontou que as vendas superaram os lançamentos em quase todas as faixas de preço, com uma exceção, a faixa entre R$ 600 mil e R$ 1 milhão, segundo a InfoMoney.
The big picture. Em debate no Secovi-SP, a vice-presidente da Setin, Bianca Setin, resumiu por que essa faixa sumiu: "O público não consegue comprar, e eu não consigo produzir com um valor que ele conseguiria comprar." Os apartamentos de R$ 500 mil a R$ 2 milhões já foram mais da metade das unidades vendidas nas capitais e hoje são 18,9% dos lançamentos, segundo a Brain. Setin, Trisul, Tecnisa, Even, Mitre, Gafisa, Kallas e Moura Dubeux reduziram a exposição ao médio padrão e foram para as duas pontas.
Ainda sobre o meio da tabela: a Faixa 4 do programa, com imóveis de até R$ 600 mil, foi a tentativa de alcançar esse comprador, e as incorporadoras pedem teto de R$ 1,2 milhão e renda de até R$ 21 mil, sem decisão do governo, segundo a Construliga News.
Giro por outros highlights
- O Copom cortou a Selic para 13,75% e o Fed subiu os juros dos Estados Unidos para a faixa de 3,75% a 4% na mesma quarta-feira, na primeira alta americana desde julho de 2023.
- O corte da Selic leva cerca de 12 meses para chegar ao crédito imobiliário: cada ponto na taxa básica vira, em média, 0,43 ponto na taxa do financiamento, segundo estudo do Banco Central.
- O Conselho Curador do FGTS aprovou mais R$ 500 milhões para os descontos das faixas 1 e 2 do Minha Casa Minha Vida, elevando a verba do ano para R$ 13 bilhões.
- O aluguel consignado, que desconta a locação direto da folha, foi aprovado na Câmara e vai ao Senado, com teto de 30% da remuneração disponível.
Gráfico do dia

A oferta de imóveis novos na cidade de São Paulo saiu de 55,2 mil unidades em julho de 2024 para 90,6 mil em julho deste ano, o maior nível da série de 36 meses. Quase tudo está na planta ou em obras.
O volume sozinho não conta a história: o MCMV responde por 58% desse estoque e gira rápido. O aperto está na outra metade, que cresceu junto e escoa na metade da velocidade.
55,2 mil | unidades à venda em julho de 2024
63,7 mil | unidades à venda em julho de 2025
90,6 mil | unidades à venda em julho de 2026
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Feedback
Resposta da enquete: foram oito em cada dez. O Minha Casa Minha Vida respondeu por 83% das unidades lançadas na cidade de São Paulo em julho, 6.960 de 8.354, segundo a Pesquisa Mensal do Mercado Imobiliário do Secovi-SP.
Até segunda-feira.
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