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BOA TARDE

Recovery vira amenidade: gelo e infravermelho

Cold plunge na planta: Curitiba com tanque de contraste, Miami entrega 2.000 m² de wellness, a Brain mede o que o comprador quer.

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As 5 do blog nesta semana

  1. Wellness imobiliário: o metro quadrado da longevidade
  2. Wellness architecture: quando o bem-estar vira proposta central
  3. R$ 20 bilhões em VGV e o Centro Nadal: o ALL Resort Club
  4. Ideias de áreas de lazer que valorizam o produto
  5. Estoque de imóveis em São Paulo: o que muda em setembro

Em setembro de 2025, o CISA mediu com o Ipsos: 64% dos brasileiros de 18 a 24 anos não bebem. Dois anos antes, eram 46%. No mesmo período, as corridas de rua saltaram 85%, para 5.241 provas — 645 no Paraná.

O sábado à noite dessa geração mudou de endereço. Em São Paulo, o Kontrast vende ciclos de 30 minutos de sauna e 6 de imersão no gelo por até R$ 1.190 ao mês, com 50 vagas de sócio.

Quando muda o lazer que o comprador paga fora de casa, muda a área comum que ele espera dentro dela. Sua planta já sabe?

Área de bem-estar de resort de alto padrão, com piscinas e paisagismo
O wellness como proposta central do produto, não como item da lista de lazer. ALL Resort Club, em Santa Catarina.

Para hoje: a geração que trocou o bar pela sauna; o cold plunge que virou item de planta em Curitiba e Miami; e a conta que faz a suíte de recuperação caber no orçamento da área comum.


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O contraste virou item de planta

Em Curitiba, o Greenway, condomínio horizontal em Santa Felicidade, pôs nas áreas comuns sauna, circuito Kneipp e cold plunge. No Novo Ecoville, o Ícaro, da AG7, somou tanque de contraste e haloterapia ao spa — e vendeu a primeira unidade por R$ 40 milhões, o apartamento mais caro da cidade.

O movimento é o mesmo lá fora: em Miami, o The Well Bay Harbor Islands foi entregue em abril com 2.000 m² de bem-estar nas áreas comuns, imersão fria incluída.

64% | dos brasileiros de 18 a 24 anos não bebem (CISA/Ipsos, set/2025)
78,5% | da receita mundial de cold plunge é de uso comercial (FMI, 2025)
10 a 25% | prêmio de preço do residencial com foco em wellness (GWI)


Área comum de empreendimento residencial com piscina, palmeiras e vista para o mar
Área comum como argumento central do produto. Amaran, da Arthaus. Render: TBO

A conta que fecha

Equipar uma suíte de recuperação — cabine infravermelha e banheira fria — parte de US$ 12 mil em equipamento, em 8 m². Perto do prêmio de 10 a 25% que o GWI mede no residencial wellness, é a amenidade mais barata da lista de decisão. O princípio já estava em áreas de lazer que valorizam o produto: a laje diferencia pelo uso que promete.

Uma honestidade a manter no marketing do lançamento: a evidência científica sustenta a recuperação — menos dor, menos inflamação — e ainda não sustenta ganho de rendimento. Venda o ritual e o protocolo; milagre não entra na peça.

O comprador de 30 anos chega ao estande com o sono medido no anel e o treino no relógio. A área comum é o primeiro texto que ele confere.

Fica por aí. Semana que vem tem mais.

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