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BOM DIA

52% querem comprar + Super Quarta + Senior Living

Brain; Abrainc; Benx; Adolpho Lindenberg; JHSF; e por que o desejo bate recorde enquanto a visita ao estande cai

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As 5 do blog nesta semana

  1. Escassez no lançamento imobiliário: o que sustenta preço
  2. Estoque de imóveis em São Paulo: o que muda em setembro
  3. Mercado imobiliário de São Paulo: são dois mercados
  4. Selic e financiamento imobiliário: a queda que não chegou
  5. Decorado virtual vale a pena? Depende da distância

Metade dos brasileiros quer comprar um imóvel, e o luxo de São Paulo vendeu metade do que vendia um ano atrás. Os dois números são da mesma consultoria e medem o mesmo trimestre.

Mas em agosto, em Moema, perto do Parque Ibirapuera, a Construtora Adolpho Lindenberg pôs à venda um residencial neoclássico de 39 apartamentos, com preços a partir de R$ 14 milhões. E vendeu uma parte dele em um único fim de semana.

Quantos dos 39 apartamentos saíram naquele fim de semana, segundo o Estadão/Broadcast?

Vote aqui

A resposta está no fim da edição.

Para hoje... metade do Brasil quer comprar imóvel e o luxo de São Paulo vende metade; Copom e Fed decidem juros na mesma quarta-feira; a moradia com serviço para quem passou dos 60 anos; e mais.

Tempo de leitura: 11 minutos e 33 segundos


Quick takes

  • 👀 PARA LER: como o Minha Casa, Minha Vida está criando uma nova geração de incorporadoras. No último trimestre, só 12,7% dos apartamentos lançados em São Paulo foram para a classe média, contra 32,8% em 2021, segundo a Brain, o pior momento do médio padrão em 20 anos. A reportagem é do Estadão.
  • 🔍 PARA DESCOBRIR: no primeiro semestre de 2026, 70% dos 160 mil financiamentos do SBPE para pessoa física foram para imóveis usados, segundo a Abecip, e as vendas de usados em São Paulo cresceram 31% até maio, segundo o Creci-SP. Os dois dados estão no Portas.
  • 📈 PARA SE IMPRESSIONAR: a Brookfield tem 3 mil apartamentos de aluguel (multifamily) no Brasil, quer chegar a 4 mil até dezembro e tem mais 2 mil em negociação ou desenvolvimento. Um deles é o Cena Carioca, retrofit do Edifício Glória, na Cinelândia, que abrigou o Cinema Glória desde 1925 e virou 119 unidades por assinatura, segundo reportagem do Valor Econômico.
  • 🎯 PARA VER: a seleção de feiras de design de setembro, da Paris Design Week ao Lake Como Design Festival, que chega à oitava edição com o tema Confine, em villas e edifícios históricos. Está na Hotelier News.

52% querem comprar imóvel, o luxo de SP vendeu metade: é fila

A intenção de comprar um imóvel nos próximos meses chegou a 52% dos brasileiros no segundo trimestre de 2026, o maior nível desde o início da série, em 2019, segundo a pesquisa da Brain Inteligência Estratégica divulgada pela Abrainc. Um ano antes, eram 49%. Entre as famílias que ganham acima de R$ 20 mil por mês, a intenção chegou a 58%.

No mesmo trimestre, o alto padrão e o luxo da cidade de São Paulo, imóveis acima de R$ 2 milhões, venderam 1.082 unidades, contra 2.226 um ano antes: queda de 51,1%, segundo o Panorama do Mercado Imobiliário de Luxo, também da Brain, publicado pela Forbes Brasil em 10 de setembro. Os lançamentos do segmento caíram 60,8%, enquanto o mercado vertical da cidade como um todo lançou 16,8% mais unidades. No semestre, a queda das vendas no segmento foi de 39%, segundo dados da Brain publicados pelo Estadão/Broadcast em 13 de setembro.

Terraço de cobertura residencial de alto padrão
Terraço de cobertura do Vero. Imagem de lançamento produzida pela TBO Digital 3D. Imagem meramente ilustrativa.

Quem quer comprar ainda não foi ao estande

A pesquisa de intenção mostra onde a conta não fecha. Dos brasileiros que querem comprar, 38% ainda não começaram a procurar. A busca online chegou a 4,3 milhões de famílias, 500 mil a mais em um trimestre. Já as famílias que visitam imóveis pessoalmente caíram para 1,7 milhão, 800 mil a menos que em setembro de 2025. E 68% de quem tem intenção pretende comprar em até dois anos.

Parece euforia. É fila: o desejo está no recorde, a visita caiu, e a assinatura ficou para depois.

O que segura a fila

André Mazini, analista do Citi, aponta o motivo mais simples: com juro alto, em muitos casos é mais interessante deixar o dinheiro aplicado do que comprar na planta. "Dizem que o principal concorrente do incorporador é o juro alto, que desestimula o saque das aplicações", afirma. Para ele, lançou-se muito, surgiu uma superoferta de luxo, e o discurso de apartamento único deixa de se sustentar quando há tanta oferta.

Fábio Tadeu Araújo, presidente da Brain, faz uma leitura mais dura para o topo da pirâmide: "As vendas estão menores agora não porque esse público não tem dinheiro para comprar, mas porque o desejo de compra começou a refluir." Enquanto isso, o preço do metro quadrado subiu nas duas faixas do segmento, na maior variação desde pelo menos o terceiro trimestre de 2024.

Nove estandes em poucas quadras

Nos Jardins há pelo menos nove estandes e canteiros abertos. Na Rua Guarará, a Benx constrói o Autor Jardins, com plantas de 188 a 489 m², a partir de R$ 5,8 milhões. Na Alameda Lorena, a Yuny lançou um residencial de 300 a 713 m², de R$ 10 milhões a R$ 30 milhões. No quarteirão vizinho, a Even tem o Esther Ibirapuera, de 251 a 334 m², entre R$ 9,5 milhões e R$ 13 milhões.

Luciano Amaral, presidente da Benx, descreve quem sai da fila e chega ao estande: "Hoje o comprador pesquisa mais. Vai em três ou quatro bons projetos porque tem muitas ofertas e acesso à informação. É muito raro entrar no estande e comprar." Na Even, o caminho entre visita, negociação e assinatura leva em torno de 90 dias, segundo o presidente, Márcio Moraes.

O que vendeu mesmo assim

A JHSF constrói o Reserva Cidade Jardim, na Marginal Pinheiros, com quatro torres e 146 apartamentos na faixa dos R$ 30 milhões. Mais da metade já foi vendida, segundo o presidente, Augusto Martins. A Lindenberg, a da enquete lá em cima, também vendeu depressa em Moema. Nos dois casos, o comprador não precisou acreditar num discurso de raridade: tinha diante de si uma arquitetura reconhecível e um endereço que dispensa explicação.

R$ 21.273 | m² de R$ 2 mi a R$ 5 mi em SP, alta de 20,8% em um ano
R$ 40.628 | m² acima de R$ 5 mi em SP, alta de 11,8% em um ano
18 meses | de vendas no estoque de alto padrão e luxo, segundo a Brain

A resposta das incorporadoras tem sido lançar menos. A Benx manteve os lançamentos programados, mas adiou compras de terreno. "Acredito que este ano e o próximo ano serão assim, com menos lançamentos", diz Amaral, que espera melhora a partir de 2028, com juro mais próximo de 10%. Até lá, a fila anda devagar, e anda para o projeto que se prova na comparação.

PS: os planos das incorporadoras para os super-ricos estão na reportagem do Seu Dinheiro.


=== TOGETHER WITH TBO TWIN ===

O comprador que visitou quatro projetos quer comparar no stand

Quando chega ao seu estande depois de passar pelos concorrentes, o comprador traz perguntas precisas: qual unidade recebe sol à tarde, quais tipologias ainda estão disponíveis na faixa de preço dele, em que andar fica cada uma.

O TBO Twin responde na tela. O espelho de vendas filtra as unidades por valor, tipologia, andar e status, e o time comercial atualiza em tempo real. A incidência solar mostra a luz do sol por hora e estação em cada unidade, e o corte navegável mostra o prédio andar a andar. É um único software, em real-time 3D, que roda sem internet no stand.

TBO Twin, espelho de vendas com filtro de unidades
TBO Twin, espelho de vendas. Amaran, Arthaus, Penha (SC). Demo em wearetbo.com.br/pt/tbo-twin
TBO TWIN

O lançamento deixa de ser apresentado. Ele passa a ser vivido.

Decorado imersivo, maquete interativa e espelho de vendas em um único software, em real-time 3D e sem internet no stand. Planos a partir de R$ 2.497/mês por empreendimento.


Super Quarta: Copom e Fed decidem juros no mesmo dia

Na quarta-feira, 16 de setembro, o Copom e o Fed anunciam suas decisões sobre juros com poucas horas de diferença, a chamada Super Quarta, segundo o Estadão E-Investidor. O Copom se reúne nos dias 15 e 16.

No fechamento de 8 de setembro, as Opções de Copom da B3 davam cerca de 95% de probabilidade para um corte de 0,25 ponto e 3,5% para manutenção. Confirmado o corte, a Selic cai de 14% para 13,75% ao ano. Na reunião de agosto, o Copom já tinha começado o ciclo, de 14,25% para 14%, segundo a Forbes Brasil.

A inflação ajuda a aposta. O IPCA de agosto teve deflação de 0,32%, a maior desde agosto de 2022, e acumula 4,22% em 12 meses, dentro do intervalo da meta, que vai de 1,5% a 4,5%, segundo o IBGE.

Quanto custa financiar hoje

A Caixa tem a menor taxa entre os grandes bancos, a partir de 10,26% ao ano + TR. O Itaú cobra a partir de 11,99% + TR. Para quem tem saldo no FGTS, a linha pró-cotista da Caixa sai a partir de 9,01% + TR, segundo levantamento da MySide publicado pela Exame em 9 de setembro.

The big picture. Um corte de 0,25 ponto não muda a conta de quem compra um apartamento de R$ 10 milhões na semana que vem. Muda o sinal para a fila da matéria principal: cada corte encurta a vantagem de deixar o dinheiro aplicado, que é o que hoje segura a assinatura.

Ainda sobre a Caixa: os cinco maiores bancos tinham R$ 11 bilhões em ativos mantidos para venda em 30 de junho, dos quais cerca de R$ 10 bilhões estimados em imóveis retomados, 27.004 imóveis. A Caixa responde por 24.572 deles, segundo o Mapa Resale, publicado pelo Valor.


Senior Living: o comprador dos Jardins daqui a dez anos

Nos Estados Unidos, a ocupação média do Senior Housing nos 31 principais mercados monitorados pelo NIC MAP chegou perto de 90% no segundo trimestre de 2026, o 20º trimestre seguido de alta. Em 15 desses 31 mercados, a ocupação já alcançava ou passava de 90%. No mesmo período, o estoque cresceu só 0,4% em um ano, e havia menos de 16 mil unidades em construção.

É a moradia com serviço, convivência e assistência para quem passou dos 60 anos e quer continuar independente. A Welltower, REIT fundado em 1970, tem mais de 200 mil quartos e valor de mercado de cerca de US$ 160 bilhões. As mensalidades começam em cerca de US$ 2,5 mil, e os projetos de alto padrão em grandes centros passam de US$ 15 mil.

No Brasil, a população com 60 anos ou mais era cerca de 11% do total em 2025 e poderá chegar a 28% nas próximas décadas, segundo dados reunidos pela CBRE a partir do IBGE. Os números estão num artigo de opinião na Exame, de 9 de setembro, cujo autor compara o estágio brasileiro ao dos Estados Unidos entre os anos 1980 e 1990.

Na prática, para quem lança alto padrão: parte do público que hoje visita os estandes de 300 m² pode, com o tempo, procurar um apartamento menor e com serviço. Planta sem degrau, circulação larga e serviço dentro do condomínio podem entrar no produto agora, antes de a categoria ganhar nome por aqui.

O próximo passo: o autor espera a entrada de capital institucional no Senior Living brasileiro, o mesmo caminho que consolidou o multifamily e os galpões logísticos.


Giro por outros highlights


Gráfico do dia

Estoque de apartamentos na cidade de São Paulo em meses de venda, por metragem
Estoque de apartamentos na cidade de São Paulo, em meses de venda, por metragem. Fonte: Secovi-SP, dados citados pelo Estadão/Broadcast em 13 de setembro de 2026.

19,6 meses | de 86 a 130 m²
20 meses | de 131 a 180 m²
21 meses | acima de 180 m²

O gráfico mostra quantos meses o mercado levaria para vender o estoque de apartamentos da cidade de São Paulo, por metragem, com dados do Secovi-SP citados na mesma reportagem do Estadão/Broadcast.

O que chama atenção é a escada: quanto maior o apartamento, mais tempo parado. Os três segmentos estão bem acima da média deles, que gira em torno de 12 a 13 meses. A Brain mede por faixa de preço e o Secovi-SP por metragem, e as duas leituras apontam para o mesmo lado.

Para quem lança acima de 180 m², a velocidade de venda entra no estudo de viabilidade como premissa a conferir, e não como dado garantido.

Aprofunde aqui.


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Feedback

A resposta da enquete: a Construtora Adolpho Lindenberg vendeu 21 dos 39 apartamentos do residencial de Moema em um único fim de semana de agosto. "Está acima do esperado", disse Adolpho Lindenberg Filho ao Estadão/Broadcast.

Até a próxima edição.

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