Longevity Residences + Naara + GRI Residencial + TBO
R$ 400 mi da Vitacon, ABRAINC -20,5% e a pergunta que toda incorporadora precisa responder.
Quando a Four Seasons abriu sua primeira residência de saúde integrada em 2022, analistas chamaram de nicho. Dois anos depois, o segmento de longevity residences estava no relatório anual do Global Wellness Summit como uma das tendências mais relevantes de 2026 no mundo. O padrão foi o de sempre: o que parece capricho de ultra-rico vira demanda de mercado antes que o mainstream perceba.
No Brasil, o sinal chegou antes pelo comportamento do comprador do que pelo produto. O comprador sofisticado parou de perguntar "quantos metros?" e começou a perguntar "o que isso faz pela minha saúde?"
Alguém estava ouvindo isso?
Para hoje... Naara entra com R$ 28 mil/m² em Higienópolis; BIOOS inaugura em Curitiba; Vitacon e Housi preparam R$ 400 mi de VGV; e o que muda no branding quando o produto muda de categoria.

Imagem: Naara Longevity Residence / Tecnisa — Arq. Itamar Berezin + RAF Arquitetura
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- 👀 PARA LER: Longevity residences no topo do relatório Global Wellness Summit 2026 — o segmento que saiu de nicho pra tendência global em dois anos. Leitura obrigatória antes de qualquer briefing de lançamento. Guia de aplicação: como construir a identidade de marca do empreendimento.
- 💡 PARA CONSIDERAR: GRI Residencial Brasil 2026 — 10 e 11 de junho em SP, 500+ C-levels debatendo projetos autorais e diferenciação de alto padrão. O que muda no copy quando o produto muda de promessa: leitura TBO.
- 📊 PARA DESCOBRIR: Knight Frank PIRI 2026: +4,7% nos preços residenciais de alto padrão na América Latina e Caribe em 2025; médio-alto no Brasil, -20,5% (ABRAINC). O mercado não está fraco; está seletivo.
Joseph Nigri saiu da Tecnisa, onde ajudou a construir uma das maiores incorporadoras do país, e fundou o Naara Longevity Residence em Higienópolis, São Paulo. O ticket: R$ 28 mil por metro quadrado. A premissa: bem-estar gerenciado como infraestrutura, não como amenidade decorativa. Medicina preventiva, diagnósticos avançados e protocolos de saúde embutidos na proposta residencial desde o conceito.
Isso não é spa no rooftop. É outra categoria.

Perspectiva artística: Naara / Tecnisa
Em Curitiba, a Construtora Laguna inaugurou o BIOOS em 2 de junho. O projeto, no Alto da Glória, reúne duas torres: a residencial, com 108 unidades de 42 a 83 m² voltadas ao público 60+ e 90% vendidas antes da entrega; e a BIOOS Health, com 289 espaços de saúde no mesmo complexo. WELL Certified e GBC Condomínio, é operado pela Elissa Village e entrega consultórios, fisioterapia, spa e acompanhamento 24 horas sem sair do endereço. A mesma hipótese, a 400 km de Higienópolis: saúde como infraestrutura.

Foto: Construtora Laguna

Foto aérea: Construtora Laguna (maio de 2026)
Na outra ponta do mesmo bairro paulistano, Vitacon e Housi preparam um empreendimento com VGV estimado em R$ 400 milhões e cerca de 400 unidades voltadas ao público 60+. Três projetos em cidades distintas, mesma hipótese: o comprador sofisticado está disposto a pagar pela gestão ativa da própria longevidade.
"A única proposta de valor que o comprador sofisticado ainda não viu é aquela em que a casa participa da saúde, não apenas a abriga."

Perspectiva artística: Naara / Tecnisa — Interiores: Chris Silveira
Nos dias 10 e 11 de junho, o GRI Residencial Brasil 2026 reúne mais de 500 executivos C-level em São Paulo para debater exatamente esse ciclo: demanda aquecida, lançamentos em retração e a busca por teses de diferenciação. No centro da agenda, o que o mercado começa a nomear como projetos autorais, empreendimentos com identidade arquitetônica forte, menor escala e proposta conceitual definida. A lógica é direta: quando os grandes volumes recuam, quem avança é quem tem algo diferente a dizer.
Os longevity residences têm o que dizer.
O que muda quando a promessa é longevidade
Lançar um longevity residence não é adaptar o playbook de sempre. É fundá-lo do zero. A promessa de "anos de vida" exige uma identidade de marca que sustente credibilidade sem perder sedução — sem cair no clínico frio ou no wellness genérico.
Quando o produto muda de categoria, a comunicação não pode ser adaptação. Precisa ser invenção.
style: dark
wide: 5
Branding
Identidades que resistem ao tempo e à comparação. Ver →
Digital 3D
O empreendimento visualizado antes da obra começar. Ver →
Marketing
Ativação da demanda certa no momento certo. Ver →
Audiovisual
Narrativa com a força que o produto merece. Ver →
TBO Twin
Decorado virtual de alta fidelidade, sem depender de terceiros. Ver →
Quando a categoria muda, a marca precisa inventar.
Cinco frentes em-casa, integradas da tese ao lançamento.
Aspas do dia
"O luxo real não é o que você mostra. É o que você sente ao acordar."
Thierry Andretta, ex-CEO da Mulberry
A pergunta que fica pra quem lança no segundo semestre: seu projeto está vendendo anos de vida ou apenas plantas baixas?
Até a próxima.
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